Lula
Não está sendo investigadoRecebeu Vorcaro no Planalto em dezembro de 2024, fora da agenda oficial.
O caso Banco Master, lado a lado
Os lados desta página mudam de posição a cada visita. Todas as pessoas citadas negam irregularidade. Cada informação tem a fonte no final do card.
Os lados desta página mudam de posição a cada visita. Todas as pessoas citadas negam irregularidade. Cada informação tem a fonte no final do card.
Presidente, candidato à reeleição
Não está sendo investigadoSenador, candidato à Presidência
Sendo investigado pela Polícia FederalPergunta 1 de 7
Lula e o campo do governo
Recebeu Vorcaro no Planalto em dezembro de 2024, fora da agenda oficial.
Flávio e o campo bolsonarista
Pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para o filme sobre o pai. Cerca de R$ 64 milhões foram pagos.
Os cards estão reunidos por assunto. A posição lado a lado não indica equivalência entre os casos.
Presidente da República, candidato à reeleição
Recebeu o dono do Banco Master no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, numa reunião que não entrou na agenda oficial.
A reunião foi em 4 de dezembro de 2024 e durou cerca de uma hora e meia. Quem marcou foi Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, que naquela época trabalhava como consultor pago pelo próprio Banco Master.
Estavam na sala Gabriel Galípolo, que estava prestes a assumir o Banco Central, Rui Costa, ministro da Casa Civil, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, e Augusto Lima, então presidente do Banco Master. O encontro aconteceu cerca de um mês depois de o Banco Central ter começado uma apuração sigilosa sobre a saúde financeira do banco.
O que aconteceu depois dessa reunião: em setembro de 2025, o Banco Central proibiu a venda do Master ao BRB. Em novembro de 2025, fechou o banco. No mesmo mês, a Polícia Federal prendeu o dono, Daniel Vorcaro.
No celular de Vorcaro, a Polícia Federal encontrou mensagens em que ele descreve a reunião como "ótimo" e "muito forte".
Senador pelo PT da Bahia. Era o líder do governo Lula no Senado
A Polícia Federal diz que ele recebeu voos de jatinho, ingressos de show e ajuda para comprar um apartamento de pessoas ligadas ao Banco Master. Ele perdeu o cargo de líder do governo.
Segundo o relatório da Polícia Federal, ele teria recebido voos de graça em aviões ligados ao banco, ingressos de show para ele e para familiares, ajuda para comprar um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador e pelo menos R$ 3,5 milhões repassados a uma empresa ligada à família dele. Em 18 de junho de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra ele.
A investigação também aponta que ele teria ajudado a aprovar uma mudança na lei que interessava muito ao banco. A mudança aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor que o seguro dos bancos devolve a cada pessoa quando um banco quebra. O Master vendia aplicações a muita gente e essa mudança tornaria o negócio dele bem mais atraente.
Uma ressalva importante: o relatório da Polícia Federal não mostra nenhuma conversa direta entre Jaques Wagner e Daniel Vorcaro. O texto fala em "ao menos algum grau de interlocução".
Ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma
Foi contratado pelo Banco Master por cerca de R$ 1 milhão por mês. Foi ele quem marcou a reunião de Lula com o dono do banco.
Como consultor do banco, esteve no Palácio do Planalto pelo menos seis vezes, sendo quatro delas já trabalhando para o Master. Em todas, foi recebido pelo chefe do gabinete pessoal de Lula.
Ele também participou das conversas para vender o Banco Master ao BRB, o banco público do Distrito Federal — negócio que o Banco Central acabou proibindo. Mantega ficou no cargo até poucas semanas antes de o banco ser fechado, em novembro de 2025.
Segundo os jornais O Globo e Metrópoles, quem indicou Mantega para o banco teria sido o senador Jaques Wagner.
Presidência da República
A Presidência respondeu por escrito que não guardou nenhum registro dessas reuniões.
Um jornalista pediu à Presidência, usando a Lei de Acesso à Informação, todos os documentos das reuniões de Guido Mantega no Planalto: atas, listas de quem esteve presente, filmagens, gravações.
A resposta oficial foi que nada disso foi produzido. Isso inclui a reunião de 4 de dezembro de 2024, aquela em que Lula recebeu o dono do banco.
Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto pelo menos três vezes em 2023 e 2024. Nenhuma dessas visitas aparece na agenda oficial.
O pedido e a resposta são documentos públicos e podem ser consultados por qualquer pessoa.
Senador pelo PL do Rio de Janeiro, candidato à Presidência
Pediu ao dono do Banco Master R$ 134 milhões para bancar um filme sobre o pai dele. Cerca de R$ 64 milhões chegaram a ser pagos.
O combinado era de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. Desse total, US$ 12,3 milhões — em torno de R$ 64 milhões — chegaram a ser pagos.
Em julho de 2026, um ministro do Supremo autorizou a Polícia Federal a investigar Flávio por causa desses repasses. O pedido partiu da própria Polícia Federal e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A Polícia Federal descreve Flávio como a pessoa que falava diretamente com o banqueiro.
A sequência das datas:
Em 8 de setembro de 2025, Flávio mandou mensagem a Vorcaro cobrando parcelas atrasadas.
Oito dias depois, em 16 de setembro de 2025, saiu mais um pagamento de US$ 1,6 milhão. Isso aconteceu menos de duas semanas depois de o Banco Central ter proibido a venda do Banco Master ao BRB — ou seja, quando os problemas do banco já eram públicos. Até então, Flávio vinha dizendo que o último pagamento tinha sido em maio de 2025. Esse pagamento só apareceu em setembro de 2026, num relatório do Coaf revelado pela revista piauí.
Em 13 de maio de 2026, de manhã, um repórter perguntou a Flávio sobre o financiamento do filme. Ele respondeu: "É mentira, de onde você tirou isso?" e chamou o repórter de militante. Naquela mesma tarde, com as mensagens publicadas, ele admitiu o acordo num vídeo nas redes sociais.
"Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro
O filme foi orçado em R$ 134 milhões. Nenhum filme brasileiro na história passou de R$ 48 milhões, já contando a inflação.
Comparar dinheiro de épocas diferentes sem corrigir a inflação engana. R$ 17 milhões de 2009 não são R$ 17 milhões de hoje. Por isso todos os valores acima foram corrigidos pelo IPCA, que é o índice oficial de inflação do país, até agosto de 2026.
Mesmo assim a diferença é grande. Os filmes brasileiros mais caros já feitos ficam na faixa dos R$ 43 a R$ 48 milhões de hoje. "Ainda Estou Aqui", que ganhou o Oscar, custou uns R$ 48 milhões. A cinebiografia do Lula, de 2009, uns R$ 43 milhões. "Cidade de Deus", de 2002, uns R$ 31 milhões.
O "Dark Horse" foi orçado em R$ 134 milhões. É quase três vezes o teto do cinema brasileiro.
Duas ressalvas honestas. A primeira: o "Dark Horse" é oficialmente uma produção norte-americana, feita por uma produtora sediada nos Estados Unidos. A comparação aqui é de quanto custa fazer um filme, não de nacionalidade. A segunda: o combinado do "Dark Horse" era em dólar, US$ 24 milhões. Convertido pela cotação da época, dá R$ 134 milhões. Pela cotação de maio de 2026, daria cerca de R$ 119 milhões. Usamos o valor da época, que é o que aparece nos documentos.
Ex-deputado federal pelo PL de São Paulo. Mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025
O dinheiro do filme foi para um fundo no Texas administrado pelo advogado de Eduardo. Esse fundo estava parado havia quase quatro anos.
O fundo se chama Havengate e fica no Texas. Quem administra é Paulo Calixto, advogado próximo a Eduardo Bolsonaro.
O fundo foi criado em 2020 para um empreendimento imobiliário de US$ 21 milhões que prometia green card a quem investisse. A obra nunca foi feita. O fundo não tem nenhum imóvel no nome. O site The Intercept foi até o endereço e não encontrou construção nenhuma. A empresa que administra o fundo cancelou o registro dela como gestora de investimentos no Texas ainda em 2021.
O fundo ficou parado por quase quatro anos. Foi reativado em fevereiro de 2025, justamente para receber o dinheiro do filme. Os pagamentos só pararam quando Vorcaro foi preso.
Segundo a Polícia Federal, foi Eduardo quem orientou como esse dinheiro seria administrado nos Estados Unidos. A investigação quer descobrir se parte do dinheiro foi usada para despesas dele, que mora lá desde fevereiro de 2025. Isso é uma suspeita que está sendo apurada, não um fato provado.
Senador pelo PP do Piauí. Foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro
É investigado por suspeita de receber uma mesada do Banco Master para defender os interesses do banco no Congresso.
A Polícia Federal apura o pagamento de uma mesada estimada entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, que teria sido feita por meio de empresas de energia ligadas ao grupo do banco.
Ele foi quem apresentou no Senado a mudança na lei que aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor que o seguro dos bancos devolve a cada pessoa quando um banco quebra. Essa mudança interessava diretamente ao Banco Master, que vendia aplicações a muita gente.
Foi governador do Rio de Janeiro pelo PL
No governo dele, o estado do Rio colocou quase R$ 4 bilhões no Banco Master. A maior parte era dinheiro da aposentadoria dos servidores.
A Polícia Federal apurou duas etapas de aplicações. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Depois, a partir de julho de 2024, outros R$ 2,01 bilhões foram aplicados em fundos ligados ao mesmo grupo. Somando tudo, cerca de R$ 3 bilhões saíram do fundo que paga a aposentadoria de mais de 235 mil funcionários públicos do estado. Outros R$ 237 milhões saíram da Cedae, a empresa estadual de água e esgoto.
No caso da Cedae, uma auditoria interna descobriu que as regras da própria empresa proibiam aplicar dinheiro no Master. Em setembro de 2023, essas regras foram mudadas. A autorização para aplicar saiu poucos dias depois, contra um parecer jurídico que apontava os riscos. Com esse dinheiro, o Master virou o terceiro maior destino das aplicações da Cedae, atrás só da Caixa e do Santander — mesmo tendo a pior nota de risco da carteira. A auditoria calculou prejuízo acima de R$ 220 milhões.
A mesma auditoria menciona um jantar que Vorcaro ofereceu a Cláudio Castro em Nova York, seis dias antes da primeira reunião formal entre o banco e a Cedae. Os próprios auditores registram que não estabeleceram nenhuma ligação entre esse jantar e os investimentos.
Em 26 de maio de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra ele.
Cláudio Castro renunciou ao governo do Rio em março de 2026, antes de o Tribunal Superior Eleitoral concluir um julgamento sobre abuso de poder nas eleições de 2022. Ele é pré-candidato ao Senado.
Empresário e pastor. É cunhado de Daniel Vorcaro
Foi o maior doador pessoa física da campanha de Jair Bolsonaro em 2022: R$ 3 milhões.
Os dados são do próprio Tribunal Superior Eleitoral e qualquer pessoa pode consultar. Ele transferiu R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro em 10 de outubro de 2022 e R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas em 13 de outubro. Foi o sexto maior doador individual de toda a eleição de 2022.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, confirmou em entrevista que Zettel "deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro", "diretamente na conta".
Em janeiro de 2026 ele foi preso temporariamente quando embarcava para Dubai. Em março de 2026, teve a prisão decretada por suspeita de integrar organização criminosa.
Para dar a dimensão: a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 arrecadou R$ 126,1 milhões no total. Os R$ 3 milhões de Zettel foram a maior doação de uma pessoa física, mas representaram 2,38% de tudo que a campanha recebeu. A maior parte do dinheiro veio das direções nacionais do PL e do Progressistas.
De um lado, R$ 4,49 bilhões de aposentadorias de funcionários públicos de estados e prefeituras estavam aplicados no banco. Quem é pessoa física tem um seguro que devolve até R$ 250 mil se o banco quebra. Esses fundos de aposentadoria não tinham seguro nenhum.
Do outro lado, o banco dizia ter bilhões a receber de processos contra o governo. O TCU e a CGU, que fiscalizam as contas públicas, acham que esses papéis valiam bem menos do que o Master afirmava — e que parte deles talvez nem existisse.
O que entrou no banco
R$ 4,49 bilhões é o total que os fundos de aposentadoria de estados e prefeituras podem perder. Desse valor, R$ 3,69 bilhões são só do Rio de Janeiro. Depois vêm o Amapá, com cerca de R$ 400 milhões, e municípios menores — São Roque, no interior de São Paulo, colocou R$ 93 milhões.
A Cedae, empresa estadual de água e esgoto do Rio, aplicou R$ 237 milhões e apurou prejuízo acima de R$ 220 milhões.
Ao todo, 29 cidades e estados entraram sob auditoria do Ministério da Previdência por causa disso.
Por que isso é diferente do que acontece com pessoa física
É como o seguro do carro: cobre até um valor, e acima disso o prejuízo é seu. Pessoas físicas que tinham dinheiro no Master recebem até R$ 250 mil de volta. Os fundos de aposentadoria de prefeituras e estados não têm esse seguro. E se o dinheiro do fundo não for suficiente para pagar as aposentadorias, quem responde é a prefeitura ou o estado — ou seja, pode sobrar para o orçamento público.
O que o banco dizia ter a receber
Precatório é uma dívida que o governo já perdeu na Justiça e tem que pagar, mas que demora anos para sair. Tem gente que compra essa dívida de quem está esperando: paga menos agora para receber mais depois. O Banco Master fazia muito isso.
No balanço de dezembro de 2024, o banco declarava R$ 8,7 bilhões desse tipo de papel. O Banco Central mandou auditar R$ 13 bilhões em precatórios. Gente que estudou os ativos do banco fala em até R$ 16 bilhões.
A desconfiança dos fiscais é sobre o valor. É como alguém dizer que tem R$ 100 mil para receber de um processo e os fiscais olharem e acharem que ali tem, no máximo, R$ 40 mil. Ou nada.
Uma observação importante sobre estes números
Eles medem coisas diferentes e não devem ser somados. Somar tudo seria como juntar o que você tem na poupança com o que os outros te devem e dizer que é tudo seu dinheiro no banco.
Fonte: Gazeta do Povo (11/09/2026) · CNN Brasil (novembro/2025, dados do Ministério da Previdência) · O Globo (02/06/2026) · Folha de S.Paulo
O Banco Master não nasceu do nada. Ele era o Banco Máxima, que existia desde 1970. O que mudou foi quem passou a mandar nele — e isso precisou de autorização do Banco Central.
Daniel Vorcaro pede ao Banco Central autorização para assumir o controle do Banco Máxima. Ele já era dono de pelo menos 15% do banco.
O Banco Central nega. O voto diz que boa parte do dinheiro que Vorcaro usaria para comprar as ações tinha saído do próprio Banco Máxima, passando por empresas dele e por fundos de investimento. O presidente do Banco Central era Ilan Goldfajn.
O Banco Central aprova, oito meses depois. O novo voto aponta R$ 100 milhões de aportes feitos entre março e junho daquele ano e conclui que a origem do dinheiro ficou demonstrada. O presidente do Banco Central era Roberto Campos Neto.
O banco é rebatizado Banco Master e cresce rápido, vendendo aplicações com juros altos a pessoas físicas por plataformas de investimento.
O Banco Central chama Vorcaro para uma reunião de emergência e cobra reforço de capital. O banco já tinha problemas de caixa.
Ilan Goldfajn foi indicado para o Banco Central por Michel Temer e ficou no cargo até fevereiro de 2019. Roberto Campos Neto foi indicado por Jair Bolsonaro e ficou de 2019 até o fim de 2024. Gabriel Galípolo foi indicado por Lula e assumiu em 2025.
Uma informação importante para entender isso: até 2021, o presidente do Banco Central podia ser demitido pelo presidente da República a qualquer momento. A lei que deu autonomia ao Banco Central, com mandato fixo, é de 2021 — ou seja, é posterior à aprovação de 2019 e anterior à liquidação de 2025.
Em maio de 2026, no Senado, Gabriel Galípolo foi perguntado sobre essa sequência. Ele respondeu que, pelo que consta no processo, a negativa inicial foi por dúvida sobre a origem do dinheiro, e que na gestão seguinte foram apresentados outros recursos, que tiveram parecer favorável da área técnica do Banco Central.
Escândalo não aparece sozinho. Ele aparece quando alguém investiga. Um governo que deixa a Polícia Federal trabalhar produz mais notícia ruim sobre si mesmo do que um governo que não deixa. Achar que isso significa "esse governo é mais corrupto" é confundir o barulho do alarme com o tamanho do incêndio.
Veja a ordem em que as coisas aconteceram:
O Banco Central proibiu a venda do Banco Master ao BRB
O Banco Central fechou o banco. O presidente era Gabriel Galípolo
A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto, embarcando para Dubai
O Supremo mandou bloquear mais de R$ 5,7 bilhões em bens
Vorcaro foi preso de novo, desta vez sem prazo para sair
A investigação chegou a Cláudio Castro (PL) e Ciro Nogueira (PP)
Um ministro do Supremo autorizou investigar Flávio Bolsonaro (PL)
O Supremo tirou o sigilo de 15 investigações do caso
A investigação chegou ao líder do governo Lula no Senado, que perdeu o cargo
A última linha é o ponto. Uma investigação que chega ao próprio líder do governo no Senado, e que faz ele perder o cargo, não está sendo comandada por ninguém de cima.
Dias Toffoli — ministro do Supremo. Era o responsável pelo caso e teve que sair depois que a Polícia Federal apontou indícios de ligação dele com Vorcaro e de um resort no Paraná do qual foi sócio ter sido comprado por um fundo ligado ao banqueiro. Nega irregularidade.
Alexandre de Moraes — ministro do Supremo. Documentos da Polícia Federal apontam contratos de cerca de R$ 134 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa dele. Nega irregularidade.
Nunes Marques — ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Negou ter relação com Vorcaro, mas se declarou impedido de julgar o caso.
BRB, o banco público do Distrito Federal — a investigação começou por causa da tentativa de venda do Master a ele. A Polícia Federal aponta prejuízo de cerca de R$ 17 bilhões nas operações entre os dois bancos. O BRB é do governo do Distrito Federal, de Ibaneis Rocha, do MDB.
Daniel Vorcaro — dono do Banco Master. Está preso desde março de 2026, acusado de organização criminosa, fraude na gestão do banco, lavagem de dinheiro e corrupção.
Os dois lados têm aliados sendo investigados neste caso.
Um dos dois candidatos à Presidência está sendo investigado pela Polícia Federal, com autorização do Supremo. O outro não está.
O caso também chegou a ministros do Supremo, a um banco público e à aposentadoria de funcionários públicos de 18 estados e prefeituras.
Este site não diz em quem votar. Mostra o que já está provado, o que ainda está sendo apurado, e de onde veio cada informação.